[Destinos Cruzados] Episódio 6 – 1 de fevereiro

Fernanda e o pai têm uma violenta discussão quando este acusa Laura de ser uma ordinária. Fernanda não acredita nas palavras de Humberto e revolta-se contra ele.

Lourenço procura Fernanda no ferro velho para saber se a rapariga está bem, mas ela responde-lhe friamente tentando disfarçar a tensão. Quando Moisés se aproxima e pergunta o que se passa, a rapariga lança que têm de falar do seu casamento e que Lourenço estava já de saída.

Apesar de Moisés estar completamente entusiasmado com a notícia do casamento, Fernanda não o deixa contar a ninguém. No fundo, a mecânica sabe que cometeu um erro e não sabe como vai resolver o problema.

Apesar da vontade de Fernanda, Moisés não resiste a contar a Sónia que se estava a atirar a ele e, de imediato perde o sorriso. Antes de sair do talho, despeitada, Sónia cruza-se com Rufino e diz-lhe que não gosta dele e que o beijo não significou nada. Rufino fica desalentado, mas Moisés logo o conforta e confessa-lhe que se vai casar. Mas Rufino tem outras coisas em que pensar, já que secretamente convidou Guida para ir às festas do bairro.

Fernanda conversa com Laura, que lhe diz que não conseguiu arranjar trabalho. Laura manipula Fernanda para ter informações sobre a vida dos Moreira.

Doce Fugitiva – Brevemente na TVI

A TVI decidiu retransmitir uma novela de enorme sucesso que todos conhecem… e essa novela é Doce Fugitiva. Como todos sabem, esta foi a grande rampa de lançamento da nossa Rita!

SEGUNDA-FEIRA, 4 DE FEVEIRO, ÀS 18:08!

“Não deixo o amor acontecer”

Foi com Angélico Vieira que aprendeu tudo aquilo que sabe sobre carros, com ele aprendeu o significado de um ‘aileron’ e outras tantas coisas. Memórias que a actriz usa para desempenhar ainda melhor o seu novo papel na TVI

Aos 30 anos, Rita Pereira vive um novo desafio. A actriz é uma das protagonistas na recém-estreada novela da TVI. Em ‘Destinos Cruzados’ é Fernanda Moreira, talvez, como a própria reconhece, a personagem que interpretou até hoje que mais tem de si. Rita Pereira aponta o lado descomprometido da personagem, a ligação à família, à irmã, o feitio despachado e desenrascado da personagem como principais pontos em comum. A actriz é feliz a representar e realiza-se neste novo desafio no papel de uma mecânica, personagem que a leva até ao mundo automóvel, um meio que era caro para Angélico Vieira, ex-namorado e amigo e com quem aprendeu tudo o que hoje sabe sobre carros. É com carinho que a actriz recorda esses tempos. É com muito respeito que olha para os automóveis. Afinal, foi ao volante de um carro que o actor e cantor perdeu a vida tragicamente, em Junho de 2011.

Está de volta às novelas com ‘Destinos Cruzados’. Quem é Fernanda Moreira?

É uma mulher cheia de garra. O (António) Barreira [o autor da novela] costuma dizer que é um bocadinho um furacão.

Um pouco parecida consigo, não?

É um bocadinho (risos). Tem educação, mas cresceu num bairro em Oeiras, os pais sempre passaram por algumas dificuldades financeiras e ela é que toma conta da família. Depois é uma mulher, como ela própria diz, que “não papa grupos”, que diz tudo o que tem a dizer e não leva nada para casa.

 

Insisto. Esta personagem é escrita por alguém que a conhece bem.

(risos) Sim, é escrita por alguém que me conhece muito bem. É uma personagem do núcleo cómico, o que me deixou também muito contente. Ela e a família são proprietárias de uma sucateira, ela conduz um reboque e, à noite, corre em corridas ilegais de ‘street racing’, o que é uma loucura.

Exigiu-lhe uma preparação especial?

Tive a oportunidade de assistir a corridas ilegais e durante uma semana estive a aprender numa oficina. Tive ainda algumas aulas para saber como usar um reboque e aulas de condução defensiva para saber fazer peões e conduzir a alta velocidade na chuva. Esta foi sem dúvida a personagem onde trabalhei mais o lado profissional. Não quero que as pessoas em casa – aquelas que realmente percebem de mecânica – digam que não faço ideia do que estou a fazer.

E gosta deste trabalho de preparação da personagem?

Adoro! Essa é a melhor parte para mim. Não sou uma amante de carros nem da velocidade. Gosto de carros – sempre gostei e sempre estive rodeada de amigos que gostavam bastante de carros – e sempre fui muito desenrascada. Sei mudar um pneu e, se o carro tem algum problema, consigo perceber qual é. Não sou daquelas mulheres que está a zero – tenho muitas amigas que acham que se o carro começa a piscar pensam que estão a fazer pisca e não percebem que o carro vai explodir a qualquer momento.

Diz que gosta de carros, mas não é fã. O facto de o Angélico Vieira, seu ex-namorado, ter morrido de forma trágica num acidente de carro contribui para isso? Esta experiência leva-a de volta a esse momento fatídico?

Não gosto de falar nisso, mas quando conheci o argumento já sabia que era inevitável acabarem por me perguntar isso. Não vou mentir, não vou dizer que não me leva a esses momentos. Claro que leva e tem sido difícil. As aulas de condução defensiva foram difíceis. Tive momentos difíceis mas também não posso quebrar, afinal, é o meu trabalho. Foi a personagem que me foi dada e é uma personagem divertida. É isso que tenho de passar às pessoas e estou a gostar muito de a fazer.

Mas teve medo nas aulas?

Tive muito receio. A primeira vez que entrei no carro e o professor fez um peão desatei a chorar porque foi um choque. Tenho medo, não gosto. Conduzo rápido se estiver sozinha. Se estiver com pessoas no carro não o faço. Para mim, é impensável alguém conduzir depressa enquanto estou no carro. Não gosto mesmo, não me sinto bem. E aquele momento em que o professor nos conduziu – a mim e ao Rodrigo – e deu aquele primeiro peão eu senti…

Ficou abalada.

Sim, mas passou.

Também não é de baixar os braços.

Nem pensar. Logo a seguir peguei no carro e fiz eu o peão. Estou uma ‘croma’ em peões. Aquelas aulas foram muito boas para mim, passei a sentir uma segurança diferentes. Sinto-me mais segura a partir do momento em que percebi como tudo se processa. Vemos nos filmes mas não fazia ideia de que é possível fazer aquele tipo de cenas em segurança. Portanto foi muito bom para mim ter conseguido fazer aquele ‘workshop’.

É público o gosto de Angélico Vieira por carros.

Sim. Ele amava os carros. “Tens de pôr isto, de pôr aquilo”. Estava sempre a dizer-me: “Como é que tu andas com um carro assim”. Às vezes chegava a casa e ele tinha transformado o carro todo, colocava umas coisas novas e eu perguntava para que era aquilo. As coisas que sei aprendi todas com o Angélico. Se percebo um bocadinho de ‘tunning’ foi com ele que aprendi. Se sei o que é um ‘aileron’ – para mim é um raio que está ali atrás – foi ele que me ensinou. Aprendi com o Angélico porque ele gostava dessas coisas. Tudo o que aprendi com ele hoje serve-me para alguma coisa e é bom.

Sei que não gosta de fazer planos a longo prazo, já mo disse, mas o que é que a curto prazo deseja mais para si?

Não modifiquei nada. Vivo os momentos. Por exemplo, ia gravar exteriores e, como chovia torrencialmente, ligaram-me a cancelar. Podia ter feito como a maioria e ficar em casa a descansar. Em vez disso peguei no carro e fui para o Alentejo com a minha cadela passear e andar a cavalo. Tento sempre aproveitar os momentos.

 

Já pensou em ir trabalhar para o estrangeiro?

Já pensei muito e quero! É um objectivo. Gostava muito de trabalhar no Brasil, como 99%  dos meus colegas. É um cliché, mas é verdade. Nós falamos a mesma língua e crescemos a ver novelas brasileiras, portanto é normal, enquanto actores, que queiramos experimentar trabalhar ali.

Tem namorado?

Não respondo a isso.

Gostava que este ano lhe trouxesse uma nova paixão?

Não tenho pensado muito nisso. Portanto, quando não se pensa muito nisso, também não se procura e não se deixa acontecer.

Não se deixa acontecer?

Não, acho que não. Acho que quando não se pensa no amor também não se deixa acontecer.

Apaixonar-se é algo que não está no seu pensamento, é isso?

Ainda não.

Scans

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Sessão Fotográfica

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[Destinos Cruzados] Episódio 5 – 31 de janeiro

Fernanda saiu do acidente praticamente ilesa. Lourenço mostra-se extramente preocupado com o corte que a sua oponente tem na cabeça, para desespero de Bárbara que percebe que o seu plano falhou.

Lourenço consegue convencer Fernanda a levá-la a casa, mas a mecânica prefere que ele a deixe no ferro velho. Ao entrar sozinha no seu local de trabalho, a jovem é surpreendida por Xavier que lhe exige o dinheiro. Sem modo de se libertar, Fernanda tenta fazer frente ao agiota, mas é Lourenço quem aparece para salvar a situação dando o dinheiro da corrida a Xavier.

Fernanda fica furiosa com Lourenço e afirma não precisar da sua caridade, mas ele cala-a com um beijo que a deixa desconcertada.

Ao chegarem a casa, Laura e Humberto iniciam uma discussão e Humberto conta às filhas e ao sogro o que Laura fez, sem que esta nunca confirme ou desminta. Humberto tenta bater em Laura, mas Fernanda interpõem-se entre os dois e quase acaba por ser alvo da raiva do pai. No entanto, Laura percebe que tem mais a ganhar se defender a suposta filha.

Entretanto, Bárbara e Lourenço discutem, pois a rapariga sente-se insegura e ele sente-se sufocado pela namorada. Além disso, Lourenço continua chateado, pois as consequências do acidente de Fernanda poderiam ter sido maiores.