Rita Pereira anseia pelo Emmy para A Única Mulher

Há cerca de nove meses que Rita Pereira dá vida a Luena, uma jovem mãe que não olha a meios para levar a bom porto a vingança que prometeu travar contra a família de Norberto Venâncio. De corpo e alma no projeto, a actriz confessa-se muito feliz “com o sucesso da novela” e com o rumo que a sua personagem “está a levar”.

Difundida para vários locais (a produção da TVI já chegou ao Chile, África do Sul, Moçambique, entre outros) esta é, para Rita Pereira, “uma novela que tem tudo para ir aos Internacional Emmy Awards”, um objectivo que a actriz gostaria de alcançar à semelhança do que aconteceu com Meu Amor, a primeira produção nacional a receber um prémio desta natureza e da qual fez parte, e com Remédio Santo que recebeu igualmente uma nomeação.

Actriz apoia moda nacional

Numa noite dedicada à moda, Rita Pereira fez questão, como já vem sendo hábito, de “dar voz” a marcas e criadores nacionais.

Conhecida a sua relação de amizade com a estilista Micaela Oliveira, desta vez a atriz optou por ajudar à visibilidade de “um novo criador do Porto”. Com apenas 17 anos, Gonçalo Peixoto ousou desafiar Rita Pereira a vestir uma das suas peças.

Assim, a jurada de Pequenos Gigantes envergou um modelo amarelo composto por uns calções e top de corte inovador ao qual juntou acessórios da marca de jóias Magnólia.

Um look que não desiludiu as várias dezenas de fãs que rumaram aos Armazéns do Chiado para estar com a atriz.

Ciente da responsabilidade que tem por ser o ídolo de muitas jovens, Rita Pereira garante que não sente qualquer receio de desiludir as pessoas que a procuram: “Sou muito feliz com a pessoa que sou e tenho uma grande confiança na minha personalidade por isso, nunca penso que vou desiludir”, afiança acrescentando que se sente “muito feliz” com a mulher em que se tornou.

“Não me dão valor!”

Desde a morte de Angélico que deixou de ligar ao que escrevem sobre si, mas gostava de ser reconhecida pelo seu trabalho. O papel de mãe em A Única Mulher não lhe fez soar o desejo da maternidade, pois é algo que já ambiciona há algum tempo.

TV 7 Dias — Ser jornalista por uma semana não a fez questionar as suas opções, uma vez que tirou o curso de Comunicação?

Rita Pereira — Não. Achei engraçado aceitar este desafio, porque costumo dizer: “Se eu pudesse ter uma revista, dizia isto e fazia aquilo”, e quando lá cheguei, percebi que não é assim tão simples e que não é fácil fazer notícias, ainda para mais numa revista semanal em que é preciso ter conteúdo para preencher tantas páginas. E isso percebi na reunião, quando questioná-mos o que é que vai ser capa. E eu fiquei ali durante algum tempo a pensar e a não chegar a lado nenhum.

Estar do lado de cá ajuda a perceber o lado da Imprensa?

Eu é que escolhi ser actriz e ser actriz não tem só consequências boas, tem coisas más. Tenho que saber lidar com elas e se eu não quiser lidar com elas, faço as malas, vou-me embora e deixo de ser atriz. Ao longo destes anos, eu tenho compreendido isso e já tenho um olhar diferente e uma perspetiva diferente sobre isto, sobre as notícias más que escrevem sobre mim. Não aceito que digam mal de mim, mas ignoro e finjo, porque isso não vai mudar nada na minha vida. A minha família e os meus amigos sabem a verdade, portanto, isso não ocupa a minha cabeça e não fico como há dez anos, a chorar o dia inteiro porque saiu uma mentira sobre mim.

Sentia necessidade de se justificar?

Sentia imensa necessidade de me justificar, de desmentir. Sofria muito com as notícias e com o que escreviam de mal sobre mim e ficava a falar daquilo dias e dias.

Qual foi a pior mentira que foi escrita?

As mentiras que saíram todas sobre a morte do Angélico foram, para mim, as mais fortes, das que mais me chocaram. Mas também foram essas mesmas mentiras e foi esse mesmo período que causou uma viragem na minha vida e na minha maneira de lidar com a Imprensa. Teve um lado negativo, porque de facto era mentira que eu tivesse feito uma lista das pessoas que entravam no hospital, o facto de ser eu a dizer isso, todas essas coisas que se passaram naqueles três dias, foi tudo mentira. Mas isso também veio de pessoas que estavam presentes e que eu sei que não gostavam de mim.

Chateia mais uma mentira ou uma verdade que não queria que se soubesse?

Uma mentira, sem dúvida. Já saíram verdades que me incomodaram, mas isso tenho que saber lidar com elas.

Como gere isso?

Digo: “Paciência, faz parte da minha vida, não posso fazer nada”, portanto… nem desminto nem nunca disse que uma verdade era mentira. Isso eu nunca desmenti. Posso ficar no silêncio, mas desmentir uma verdade nunca o fiz.

Portanto, quando ficar no silêncio…

Nem sempre. Lá está, desde a morte do Angélico que optei por ficar no silêncio em tudo, seja na verdade, seja na mentira. E tem resultado muito bem para mim. Sinto-me tranquila com essa minha decisão.

Partilha momentos da sua vida nas redes sociais. Os fãs não querem saber mais do que aquilo?

Se eu desse mais, claro que eles iam querer. Os meus seguidores — não gosto da palavra fãs — sabem que eu sou um ser humano e como ser humano também tenho de me resguardar e também tenho de ter coisas que são só minhas. Ao longo destes anos, eles têm-me respeitado e nunca me cobraram nada.

Nem pelo facto de sair na Imprensa que tem um namorado e não dizer nada sobre isso?

Sinceramente, nunca. E vou manter-me assim. E também, às vezes, acabo por me guiar um bocadinho por colegas meus que eu acho que têm levado a sua carreira por um caminho que eu também quero que seja o meu. Então, às vezes, olho para a vida de pessoas que admiro e penso que se elas fizeram daquela maneira e correu bem, vou tentar que seja assim comigo.

Ou seja, não se esconde, mas também não vai falar sobre isso?

Sim, não me escondo.

E de trabalho, está tudo a correr bem em A Única Mulher?

Tenho tido um feedback muito positivo. Na quarta-feira [1 de abril] consegui deixar metade da equipa a chorar, o que é muito bom, fazeres com que pessoas que lidam todos os dias com ficção, que sabem que aquilo não é verdade, chorar durante uma cena ou no final de uma cena, como aconteceu, toda a gente a bater palmas. Isso é o melhor feedback que podes ter. Obviamente que é bom ouvir as pessoas na rua dizerem que estão a adorar a Luena, que se nota que estou com outra maturidade, tanto a nível pessoal como na representação, mas é muito bom teres as pessoas com quem trabalhas a dizerem-te isso e acho que pode começar aqui alguma coisa. Podem começar a dar mais valor à minha carreira, a valorizarem-me.

Acha que não lhe dão valor?

Não me dão valor. Sinceramente, acho que, para o que eu trabalho, para o que eu me esforço e para o que tenho feito estes anos todos, não. Quando eu digo que não valorizam é mais ao nível de Imprensa. Nunca vejo nada escrito sobre o meu trabalho, seja bem ou mal.

Depois de Remédio Santo, volta a ter um papel de vilã. É melhor do que fazer aquele papel de namoradinha apanhada num triângulo amoroso?

Sou uma vilã diferente, que faz as coisas pelo coração. Tenho momentos de humor, momentos com o filho. Para mim, tem sido o maior desafio até agora em termos de personagem. Eu sei que os actores dizem isto a cada personagem, mas este é realmente o melhor papel. Eu tenho de conseguir passar ao público que a Luena é vilã, mas tem uma razão muito forte para o ser e essa razão é a família. Mas quando uma vilã tem um lado humano é estranho. Se calhar era impossível vermos a per-sonagem da Alexandra Lencastre ser querida e adorar a Mara (Ana Sofia). Não vai haver isso. E na Luena tudo é provável e improvável.

O facto de ser mãe na novela não acorda nada em si?

Não, porque essa vontade já está acordada há muitos anos (risos). Já quero ser mãe há muitos anos. A partir dos 30, eu disse que gostaria de ser mãe. Depois, há uma outra meta que é: “OK, eu decidi que quero ser mãe, mas agora tens de encontrar alguém para que possa ser o pai do teu filho.”

Isso ainda não aconteceu?

Essas coisas vão acontecendo (risos).

Mas imagina-se no papel de mãe?

Sim e dizem-me que tenho muito jeito. Ando a treinar com os meus afilhados e agora com o Isaac, que me chama sempre mãe, com a mãe real atrás dele. É giro porque ele tem um grande carinho por mim.

Está feliz?

Estou feliz, sim.

E se lhe perguntar se tem namorado?

Não falo sobre isso, mas estou feliz (risos).

Saudades de apresentar

Desde que apresentou o programa de bastidores na última edição de Dança com as Estrelas, no +TVI, que Rita não voltou a conduzir um programa. A actriz tem saudades e diz que num futuro próximo pode voltar a realizar essa vontade. “Gostei imenso da experiência do programa e gostava de repetir. Era um bocadinho dificil de conciliar com a novela. Mas gostava, quando acabasse a novela, de ter um programa. Vamos ver. Adorava que fosse sobre dança. Se o Dança com as Estrelas voltar quando eu tiver terminado a novela, quem sabe se não é uma hipótese.”

“Quando voltar a fazer teatro quero que seja comédia”

Quando voltar a fazer teatro quero que seja comédia

Ainda de férias e recém chegada de Angola, o tempo que passou em Portugal foi pouco, no entanto foi o suficiente para desfilar na Exponoivos e estar presente na estreia da peça Pobre Milionário.

A aproveitar os últimos cartuchos, visto ter revelado em entrevista exclusiva à CARAS que deverá “começar algo em Fevereiro”, encontra-se no Luxemburgo, onde esteve a fazer uma presença na discoteca Seven Club, depois da ida, em trabalho, a Miami.

Durante a passagem por Portugal, falou com uma publicação semanal sobre o desejo que tem quando regressar ao teatro. “Já recebi algumas propostas para fazer teatro, mas não foram projectos com que me identificasse. Quando recebi algumas propostas que me agradavam, estava a fazer novelas, e estava fora de questão fazer as duas coisas em simultâneo. Daí não ter voltado a fazer teatro. Mas terá de ser comédia. Sair de casa, meter-me num palco e olhar para as pessoas à minha frente a chorar? Não, obrigada! Sei que poderia ir por outro registo e tenho capacidade para tal enquanto actriz”, revela Rita, confessando ter-se sentido incomodada a fazer uma novela. “Ao fazer aquela personagem de Remédio Santo… não me sentia nada bem com aquela maluca. Eu trabalhei o triplo do que para qualquer outra personagem que já tive. Era cansativa, muito puxada e muito exigente, daí ter de trabalhar mais. Quando voltar a fazer teatro quero que seja comédia.”