Entrevista a Rita Pereira para o Rita-Pereira.com

Dispensa grandes apresentações.

Tem 34 anos, é actriz, bailarina, modelo e manequim, apresentadora, e amanhã quem sabe o que poderá estar a fazer?

Não há muitas questões diferentes e, simultaneamente, interessantes que ainda não tenham sido feitas, mas mesmo assim esta entrevista é especial. E é especial porque é nossa. É especial porque é para nós. E é especial porque é feita por um de nós.

Embora não haja muito que não se saiba sobre a Rita, há pormenores que se continuam sem saber. E ainda bem, porque algum mistério também é interessante!

Um obrigado especial à Rita que prontamente acedeu ao meu convite e um outro à Emilie que, mesmo trabalhando na área da fotografia, gravou toda esta entrevista, e se saiu muito bem!

Emilie de Oliveira – Photographe: https://www.facebook.com/emiliedeoliveiraphotographie/?fref=ts

“Foram dias inesquecíveis e marcantes”

As duas actrizes, que já se conhecem há vários anos, fizeram juntas, como embaixadoras do projecto Amazonia Live, uma viagem à Amazónia a convite do Rock in Rio.

São amigas há mais de dez anos. Cláudia Vieira, de 38 anos, e Rita Pereira, de 34, contracenaram em 2004 na série juvenil Morangos com Açúcar, estavam ambas em início de carreira. Hoje, são duas das actrizes com maior projeção nacional, Cláudia na SIC, Rita na TVI, e viajarem juntas não é uma estreia. Já estiveram em Malta, em Ibiza, e agora a floresta amazónica foi o destino, no papel de embaixadoras do Amazonia Live, um projecto de responsabilidade social do Rock in Rio que tem como objetivo mobilizar a população mundial para o combate urgente às alterações climáticas. Cláudia e Rita visitaram o local que irá ser reflorestado, a rede de sementes, e conheceram os responsáveis pela plantação no terreno. Descobriram ainda a região do Xingu, uma reserva natural que sofre directamente o impacto desta desflorestação e onde o Rock in Rio pretende plantar cerca de três milhões de árvores. Segue-se a entrevista, que teve de ser feita à distância por escrito.

Serem a cara de Portugal neste projeto grandioso é um orgulho?

Cláudia Vieira — Sem dúvida, tenho uma ligação de muitos anos com o Rock in Rio e ser convidada para ser cara deste Projecto Social Global, em Portugal, fez todo o sentido para mim. É importantíssimo que o público tenha noção da dimensão da actuação da marca Rock in Rio, que vai muito além dos grandes concertos. Isso vê-se também no que a marca devolve à comunidade, como este projecto de reflorestação.

Rita Pereira — Sem dúvida. Quando o Rock in Rio me fez chegar o convite, aceitei de olhos fechados. Pude ver de perto o “desmatamento” (como se diz no Brasil) da Amazónia e entendê-lo melhor enquanto problema real. Aliás, de perto e de cima, porque sobrevoámos a Amazónia de avioneta, o nosso meio de transporte de tantas viagens, e isso deu-nos uma visão global do território que urge reflorestar.

Que balanço fazem destes dias?

Cláudia — Foi maravilhoso, o Brasil não pára de surpreender, é um país de grandes contrastes, com gente maravilhosa e que deve ser visitado e preservado.

Rita — Foram dias inesquecíveis e marcantes. Esta não foi uma viagem de diversão, embora a tenha, obviamente, incluído. Foi uma viagem repleta de aprendizagem e uma inspiração para a vida.

Fazerem esta viagem as duas é também uma forma de se conhecerem melhor?

Cláudia — Conhecemo-nos há mais de dez anos, conhecemo-nos bem. Acho que esta viagem foi mais uma forma de matar saudades.

Rita — Já nos conhecemos há muitos anos, como todos sabem.

São duas caras conhecidas e com projeção a nível nacional. Há algum tipo de rivalidade?

Cláudia — De forma alguma. Não vejo ninguém como rival. Temos carreiras distintas e cada uma tem o seu espaço no mercado.

Que lição retiram desta viagem?

Rita — Percebi a gravidade do estado em que se encontra o nosso “pulmão do mundo” e que temos mesmo de agir rapidamente mudando mentalidades e ensinando, principalmente, as novas gerações a preservar a natureza. Às vezes bastam pequenos gestos no nosso quotidiano. Estivemos na sede do Instituto Sócio-Ambiental (ISA) numa pequena cidade do Brasil a debater o problema e a perceber o processo de reflorestação e dei por mim a pensar quão incrível seria se todas as pessoas no mundo pudessem plantar uma daquelas inúmeras sementes com várias formas e feitios.

Cláudia — A principal lição é que é urgente agir, passar a palavra, alertar o mundo para o que está a acontecer no seu principal pulmão e que tem consequências avassaladoras para o mundo inteiro. Foi feita muita coisa má naquela região no que diz respeito à desflorestação, mas também é interessante perceber que muitos dos que desflorestaram no passado, por motivos económicos e políticos, são os que estão a trabalhar com mais entrega na correcção destes erros.