“Não me faz falta o glamour”

nao me faz falta o glamourVestida por Micaela Oliveira, a sua estilista de eleição, a atriz surgiu na festa dos Óscares, no Centro Comercial Parque Nascente, em Rio Tinto, bem diferente da personagem que interpreta na televisão. Apesar do glamour, Rita não deixou de lembrar Fernanda, a mecânica que interpreta na novela Destinos Cruzados“Ainda pensei em trazer o fato-macaco, mas foi para lavar”, brincou, acabando por confessar a felicidade pelo seu papel na nova novela da TVI. “Estou a adorar a minha personagem, sinto-me super bem na pele desta personagem que não usa saltos altos e é muito descontraída. Não me faz falta o glamour. Está a ser um grande desafio, é um personagem difícil de construir porque é muito máscula, mas por outro lado, a Helena, de Remédio Santo foi muito mais difícil, por ser tão diabólica”, contou. Apesar de um Emmy no currículo, depois da novela Meu Amor em que deu vida a Mel, ter ganho o prémio na cerimónia dos Emmys Internacionais, nos EUA, Rita não constrói fantasias e percebe a dificuldade de um dia vir a receber um Óscar. “Tenho os pés bem assentes na terra e sei perfeitamente até onde podemos ir. Gostava de ser convidada para a cerimónia, aí pode ser que um dia venha a ter sorte, agora receber um Óscar… Estou muito feliz aqui no meu país e acho que já recebi muitos Óscares da parte dos meus fãs”, concluiu.

“Não deixo o amor acontecer”

Foi com Angélico Vieira que aprendeu tudo aquilo que sabe sobre carros, com ele aprendeu o significado de um ‘aileron’ e outras tantas coisas. Memórias que a actriz usa para desempenhar ainda melhor o seu novo papel na TVI

Aos 30 anos, Rita Pereira vive um novo desafio. A actriz é uma das protagonistas na recém-estreada novela da TVI. Em ‘Destinos Cruzados’ é Fernanda Moreira, talvez, como a própria reconhece, a personagem que interpretou até hoje que mais tem de si. Rita Pereira aponta o lado descomprometido da personagem, a ligação à família, à irmã, o feitio despachado e desenrascado da personagem como principais pontos em comum. A actriz é feliz a representar e realiza-se neste novo desafio no papel de uma mecânica, personagem que a leva até ao mundo automóvel, um meio que era caro para Angélico Vieira, ex-namorado e amigo e com quem aprendeu tudo o que hoje sabe sobre carros. É com carinho que a actriz recorda esses tempos. É com muito respeito que olha para os automóveis. Afinal, foi ao volante de um carro que o actor e cantor perdeu a vida tragicamente, em Junho de 2011.

Está de volta às novelas com ‘Destinos Cruzados’. Quem é Fernanda Moreira?

É uma mulher cheia de garra. O (António) Barreira [o autor da novela] costuma dizer que é um bocadinho um furacão.

Um pouco parecida consigo, não?

É um bocadinho (risos). Tem educação, mas cresceu num bairro em Oeiras, os pais sempre passaram por algumas dificuldades financeiras e ela é que toma conta da família. Depois é uma mulher, como ela própria diz, que “não papa grupos”, que diz tudo o que tem a dizer e não leva nada para casa.

 

Insisto. Esta personagem é escrita por alguém que a conhece bem.

(risos) Sim, é escrita por alguém que me conhece muito bem. É uma personagem do núcleo cómico, o que me deixou também muito contente. Ela e a família são proprietárias de uma sucateira, ela conduz um reboque e, à noite, corre em corridas ilegais de ‘street racing’, o que é uma loucura.

Exigiu-lhe uma preparação especial?

Tive a oportunidade de assistir a corridas ilegais e durante uma semana estive a aprender numa oficina. Tive ainda algumas aulas para saber como usar um reboque e aulas de condução defensiva para saber fazer peões e conduzir a alta velocidade na chuva. Esta foi sem dúvida a personagem onde trabalhei mais o lado profissional. Não quero que as pessoas em casa – aquelas que realmente percebem de mecânica – digam que não faço ideia do que estou a fazer.

E gosta deste trabalho de preparação da personagem?

Adoro! Essa é a melhor parte para mim. Não sou uma amante de carros nem da velocidade. Gosto de carros – sempre gostei e sempre estive rodeada de amigos que gostavam bastante de carros – e sempre fui muito desenrascada. Sei mudar um pneu e, se o carro tem algum problema, consigo perceber qual é. Não sou daquelas mulheres que está a zero – tenho muitas amigas que acham que se o carro começa a piscar pensam que estão a fazer pisca e não percebem que o carro vai explodir a qualquer momento.

Diz que gosta de carros, mas não é fã. O facto de o Angélico Vieira, seu ex-namorado, ter morrido de forma trágica num acidente de carro contribui para isso? Esta experiência leva-a de volta a esse momento fatídico?

Não gosto de falar nisso, mas quando conheci o argumento já sabia que era inevitável acabarem por me perguntar isso. Não vou mentir, não vou dizer que não me leva a esses momentos. Claro que leva e tem sido difícil. As aulas de condução defensiva foram difíceis. Tive momentos difíceis mas também não posso quebrar, afinal, é o meu trabalho. Foi a personagem que me foi dada e é uma personagem divertida. É isso que tenho de passar às pessoas e estou a gostar muito de a fazer.

Mas teve medo nas aulas?

Tive muito receio. A primeira vez que entrei no carro e o professor fez um peão desatei a chorar porque foi um choque. Tenho medo, não gosto. Conduzo rápido se estiver sozinha. Se estiver com pessoas no carro não o faço. Para mim, é impensável alguém conduzir depressa enquanto estou no carro. Não gosto mesmo, não me sinto bem. E aquele momento em que o professor nos conduziu – a mim e ao Rodrigo – e deu aquele primeiro peão eu senti…

Ficou abalada.

Sim, mas passou.

Também não é de baixar os braços.

Nem pensar. Logo a seguir peguei no carro e fiz eu o peão. Estou uma ‘croma’ em peões. Aquelas aulas foram muito boas para mim, passei a sentir uma segurança diferentes. Sinto-me mais segura a partir do momento em que percebi como tudo se processa. Vemos nos filmes mas não fazia ideia de que é possível fazer aquele tipo de cenas em segurança. Portanto foi muito bom para mim ter conseguido fazer aquele ‘workshop’.

É público o gosto de Angélico Vieira por carros.

Sim. Ele amava os carros. “Tens de pôr isto, de pôr aquilo”. Estava sempre a dizer-me: “Como é que tu andas com um carro assim”. Às vezes chegava a casa e ele tinha transformado o carro todo, colocava umas coisas novas e eu perguntava para que era aquilo. As coisas que sei aprendi todas com o Angélico. Se percebo um bocadinho de ‘tunning’ foi com ele que aprendi. Se sei o que é um ‘aileron’ – para mim é um raio que está ali atrás – foi ele que me ensinou. Aprendi com o Angélico porque ele gostava dessas coisas. Tudo o que aprendi com ele hoje serve-me para alguma coisa e é bom.

Sei que não gosta de fazer planos a longo prazo, já mo disse, mas o que é que a curto prazo deseja mais para si?

Não modifiquei nada. Vivo os momentos. Por exemplo, ia gravar exteriores e, como chovia torrencialmente, ligaram-me a cancelar. Podia ter feito como a maioria e ficar em casa a descansar. Em vez disso peguei no carro e fui para o Alentejo com a minha cadela passear e andar a cavalo. Tento sempre aproveitar os momentos.

 

Já pensou em ir trabalhar para o estrangeiro?

Já pensei muito e quero! É um objectivo. Gostava muito de trabalhar no Brasil, como 99%  dos meus colegas. É um cliché, mas é verdade. Nós falamos a mesma língua e crescemos a ver novelas brasileiras, portanto é normal, enquanto actores, que queiramos experimentar trabalhar ali.

Tem namorado?

Não respondo a isso.

Gostava que este ano lhe trouxesse uma nova paixão?

Não tenho pensado muito nisso. Portanto, quando não se pensa muito nisso, também não se procura e não se deixa acontecer.

Não se deixa acontecer?

Não, acho que não. Acho que quando não se pensa no amor também não se deixa acontecer.

Apaixonar-se é algo que não está no seu pensamento, é isso?

Ainda não.

Scans

1~16.jpg  2~16.jpg  3~15.jpg  4~13.jpg  5~12.jpg  6~10.jpg  7~9.jpg  8~7.jpg  9~4.jpg  10~4.jpg

Sessão Fotográfica

1~17.jpg  2~17.jpg  3~16.jpg  4~14.jpg  5~13.jpg  6~11.jpg  7~10.jpg

“Só temos duplos se nos obrigarem”

Rita Pereira interpreta uma mecânica, adepta de corridas ilegais, em «Destinos Cruzados», a nova novela da TVI. A atriz mostra-se feliz com o desafio e garante que faz questão de gravar até as cenas mais arriscadas.

Vai interpretar uma mecânica na novela ‘Destinos Cruzados’, da TVI. Como descreve a sua personagem?

É uma mulher do bairro que fala um português incorreto. Comparada com a Helena, que foi o último trabalho que fiz [na novela ‘Remédio Santo’], que andava sempre de saia, tinha uma postura muito direita e era muito feminina, a Fernanda é o oposto. É mais desleixada…

Gosta de se ver assim?

Gosto, até porque me aproximo em muitas coisas da personagem. Mas não foi fácil vestir a pele de Fernanda.

O que está a gostar mais neste trabalho?

Estou a gostar muito de fazer parte de um núcleo cómico. As pessoas não imaginam o que é estar onze meses a gravar aos gritos, a matar pessoas e a fazer mal a toda a gente… É um desgaste físico e mental muito forte. Apesar de ser uma mulher furacão, as cenas da Fernanda são muito mais leves e é tudo mais divertido do que no meu último projeto.

Participa em corridas de carros na novela. Recorre a duplos?

Temos duplos apenas quando nos obrigam. As cenas todas do primeiro episódio fomos nós, eu e o Rodrigo [Menezes], que fizemos, com muito prazer e com muito orgulho.

Como é que se preparou para este desafio?

Tive cerca de vinte horas de aulas de condução. Fui ver corridas ilegais e tive contacto com pessoas amantes de tunning. É um mundo à parte, mas fui muito bem recebida.

Na vida real

O universo emocional da atriz que encontra o equilíbrio nos momentos simples e saudáveis dos dias

As câmaras dizem-nos que tem uma voz quente, que é extrovertida, autoconfiante, capaz de contagiar-nos com alegria. Para lá delas, há também um lado reflexivo, doce e generoso pouco conhecido. Encantador.

Prevenir – Chega aos 30 anos com um sorriso contagiante. O que a faz feliz?

Rita Pereira – Coisas simples. Faço questão de viver de forma positiva e não sou nada materialista. O mais importante é estar com a minha família, conversar com a minha irmã, tal como quando éramos crianças e adolescentes; passear as minhas cadelas, jantar com os amigos. Adoro dançar (fiz ballet durante dez anos, depois seguiu-se a dança contemporânea, R&Bhip hop…). Faço voluntariado desde os oito anos (fui escuteira durante 12 anos), e isso é algo que também me faz muito feliz.

P. – Que ações de voluntariado?

R.P. – Por exemplo, visito sempre que possível crianças internadas no Hospital Dona Estefânia. Apareço de surpresa ou faço-o quando vou visitar uma amiga. Ao dar aos outros sinto que devolvo a sorte que tive em receber a vida que tenho.

P. – Esse é um lado pouco conhecido de si.

R.P. – Não costumo divulgar. Não o faço para que seja público, faço-o porque me sinto verdadeiramente bem com isso.

P. – Tem 260 mil fãs no facebook, já foi protagonista de várias novelas, as notícias sobre si multiplicam-se. Como lida com o stresse provocado pelo mediatismo?

R.P. – Tenho os melhores pais do mundo e é aí que encontro o meu ponto de equilíbrio. São a minha base absoluta, “puxam-me para a terra”. As pessoas não fazem ideia do que é ser reconhecido permanentemente. Não existe vida privado. Mesmo que esteja sozinha nunca estou só.

P. – A gestão emocional tem de ser constante…

R.P. – Tem de ser uma bagagem emocional sólida para se conseguir gerir todos os aspetos negativos e positivos que a fama envolve. Mas mesmo que naquele dia eu não esteja bem, tenho muito presente que a pessoa que se vai
cruzar comigo não tem culpa do que se está a passar e eu, enquanto figura pública, tenho de aprender a lidar com isso.

P. – Que estratégias prática a ajudam?

R.P. – Gosto muito de estar sozinha, de refletir e de pensar no que realmente é importante. Não bebo, nem fumo. Caminho, vou jogar básquete ou faço aulas de dança e isso ajuda a libertar-me.

P. – Como são os seus dias para lá do facebook e das câmaras?

R.P. – Adoro dormir, mas quando as gravações começam às 8 horas acordo às 6 da manhã. Tenho 25 minutos para

17

almoçar. Nesses

dias, depois de gravar cerca de 12 horas, vou treinar ao ginásio, faço aulas de dança contemporânea ou jogo básquete. Tenho um

personal trainer com quem treino crossfit. Quando chego a casa estudo os textos das gravações, faço o jantar e vou descansar.

P. – Essa rotina implica muita disciplina. Ter sido escuteira ajudou-a, de alguma forma, nesse capítulo?

R.P. – Sem dúvida. O escutismo marcou a construção da minha personalidade, a autoconfiança. Por exemplo, sou incapaz de dizer «não consigo», «não faço» ou «não sei para onde vamos». Talvez por isso goste tanto de viajar sozinha, de partir sem hotel definido. Não tenho medo.

P. – Sente uma grande pressão em relação à imagem, ao peso?

R.P. – Não vivo em função disso. Controlo a evolução do meu peso pela roupa e se engordo não fico em estado de choque. Tento, sim, equilibrar os meus hábitos até porque, para além de ter tendência para ganhar peso, a televisão “engorda-nos” cinco a sete quilos!

P. – Que cuidados tem?

R.P. – Sou regrada na alimentação, exceto nas férias. A partir das 18h00 não como hidratos de carbono (pão, massa, arroz) e tento fazer exercício todos os dias. Ando sempre com uma garrafa de água de litro e meio, para não falhar. Como de tudo um pouco e se tenho um jantar «generoso» entre amigos, nessa altura, não me privo, mas nos dias anteriores tento comer menos para compensar. Tenho a sorte de não gostar de chocolate e de não ligar muito a doces, mas adoro sopa, vegetais e fruta.

P. – Ouvi-a contar num programa que, na infância, tinha vergonha da sua barriga. Superou-a. Como se derrotam os complexos?

R.P. – Aprendendo que a personalidade tem de ser sempre mais forte do que a aparência. É preciso por em prática medidas saudáveis para cuidarmos de nós, mas é também pelo ângulo psicológico que podemos derrotar os nossos complexos. Não me interessa se tenho uma barriga saliente, quero é que as pessoas me vejam como alguém inteligente, uma pessoa amiga, confiável e que, profissionalmente, faz tudo para ser melhor.

P. – A Rita é o rosto da primeira edição da Prevenir de 2013. Que mensagem deixa às nossas leitoras este ano?

R.P. – Se estivermos emocionalmente fortes teremos mais resistência para gerir a crise. É importante darmos as mãos, olharmos para o outro e perguntarmos à pessoa que está ao nosso lado se a podemos ajudar.

HÁBITOS

VIDA SAUDÁVEL

QUE CUIDADOS TEM COM A SUA SAÚDE?

Tenho a sorte de ter um sistema imunitário muito forte e raramente adoeço, mas faço um check-up anual. A área mais sensível é a voz. Dada a minha profissão, tenho de ter algum cuidado até porque facilmente fico rouca. Já fiz exames, não posso gritar em concertos, nem estar em locais com fumo. No meu carro e na minha casa ninguém acende um cigarro.

E AO NÍVEL DA BELEZA?

Adoro cosméticos e nunca dispenso a aplicação de hidratante de manhã e à noite no corpo e rosto, porque tenho a pele seca. Sempre que possível não uso maquilhagem e quando o faço retiro-a sempre antes de dormir. Para preservar a fibra capilar, penteio o cabelo com cuidado das pontas para a raiz e aplico uma máscara. Para além disso, faço sessões de drenagem linfática manual, de mesoterapia e de intralipoterapia.

Sessão Fotográfica

1~10.jpg  2~9.jpg  3~9.jpg  4~7.jpg  5~6.jpg  6~4.jpg  7~4.jpg

Scans

1~9.jpg  2~10.jpg  3~8.jpg  4~6.jpg  5~7.jpg  6~5.jpg  7~5.jpg  8~4.jpg