“Estou cansada que me perguntem quando quero ser mãe” – afirma Rita Pereira em entrevista à revista Caras

Aos 35 anos, a actriz assume que já não tem ‘papas na língua’ e acredita que o futuro é feliz, em especial desde que namora com Guillaume Lalung.

Em criança Rita Pereira, agora com 35 anos, dava nas vistas pelos seus cabelos longos e negros. Já na altura sonhava dar a cara por uma grande marca de produtos capilares. Hoje, e pelo segundo ano consecutivo, é a embaixadora da Pantene, o que a deixa, como diz, muito orgulhosa. “Este segundo ano teve para mim um gosto muito especial, pois se no primeiro te escolhem pelo teu trabalho, no segundo já o fazem por aquilo que és e trabalhaste com a marca e isso deixa-me muito feliz.”

A apresentação do novo produto da marca, um condicionador em espuma, foi o mote para uma conversa com a actriz sobre os seus cuidados de beleza, a sua carreira e o seu namoro de três anos com o produtor francês Guillaume Lalung.

O cabelo é um pouco a sua imagem de marca…

Rita Pereira – É verdade, e sempre tive muitos cuidados desde pequena, porque sempre ouvi que tinha um cabelo muito bonito e forte. A minha mãe sempre me fez muitos penteados e sempre exibiu com orgulho o meu cabelo, e eu também.

Os cuidados com o cabelo já são, então, uma rotina antiga…

Sim, e já seguida pela minha mãe, que também tinha um cabelo lindo. Lembro-me de a ver a limpar a casa com uma máscara no cabelo, o que na altura não era comum. Acho que foi a minha mãe que me influenciou a cuidar do meu cabelo.

Tem o cuidado de só se associar a marcas com as quais se identifica?

Naturalmente, e quando o faço gosto de realmente usar os produtos em causa. É o caso desta espuma amaciadora, que uso em determinados momentos, em especial quando vou para trabalhos em que sei que me vão mexer no cabelo.

Essa honestidade é uma característica que alimenta.

Sem dúvida. No meu Instagram tanto apareço maquilhada e penteada como hoje, como acabada de acordar e a passear os meus cães. Gosto de ser transparente. Claro que tenho uma preocupação social, mas não mudo a minha personalidade nem os meus hábitos para agradar aos outros. Acho que a naturalidade e a forma como encaro a vida é que agrada a quem me segue.

É uma forma maioritariamente optimista…

Tento que seja. Não estou sempre a sorrir, mas aprendi com a vida que o optimismo só depende de nós. A primeira coisa que faço quando acordo é dizer: “Hoje vou ser feliz.” Não sou religiosa nem esotérica, mas acredito em energia, porque a sinto. Acho que devemos acreditar nas coisas e que vamos alcançar os nossos objectivos.

E como lida quando isso não acontece?

Procuro outros objectivos, faz parte.

Tem estado afastada dos ecrãs, embora em breve vá começar a gravar a próxima novela da TVI. Deu para se dedicar mais tempo à sua relação?

Sim, e à minha família. É muito bom poder compensá-los nestas alturas.

Calculo que nesta fase da carreira já esteja cansada da pergunta habitual sobre a vontade de ser mãe…

[Respira fundo] É verdade. Estou cansada que me perguntem quando quero ser mãe. Já me dei ao trabalho de pesquisar esse assunto no Google e encontrei mais de 20 capas de revista a dizer que quero ser mãe, algo que afirmo desde os 22 anos. Hoje em dia já me parece uma espécie de pressão social e não vou falar mais sobre isso. Já chega! Vou ser mãe quando eu quiser. Estou farta desse assunto. Não são só as revistas, é a família, as pessoas… Não levo a mal, porque sei que me querem ver feliz e esperam por esse momento e eu sei que vai acontecer. É só porque como mulher também preciso que me respeitem em relação a essa questão. Naturalmente, esse será o próximo passo e será quando for.

Aos 35 anos sente-se mais madura, diferente do que era, por exemplo, aos 25?

Já senti uma mudança aos 30 e aos 35 ainda mais, porque me sinto ainda melhor comigo. Sempre fui muito autoconfiante e sinto-me ainda mais confiante, menos preocupada com o que as pessoas pensam e mais segura do futuro.

Uma das suas paixões são as viagens, agora partilhadas com o Guillaume. Isso torna tudo mais especial?

Claro, principalmente se a pessoa que está ao nosso lado também é um dos nossos melhores amigos. Nem sempre quer dizer que seja uma viagem romântica. Nós saímos muitas vezes sozinhos à noite e divertimo-nos imenso, algo que eu não vejo muitos dos meus amigos fazerem em casal. É muito bom quando tens uma pessoa ao teu lado que também é teu amigo, com quem te divertes e é muito ‘palhaço’ como tu [risos].

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